As matérias dos posts anteriores foram feitas para o Curso de Jornalismo Intensivo do Estado de São Paulo. A primeira, sobre os idosos é de um exercício, a pauta do centro, descrito num outro post aqui neste blog. A segunda é uma pauta internacional, sobre o Peru, que todos nós alunos recebemos. Tivemos alguns bons textos na turma e como sempre me vi em apuros no fechamento. Há alguma espécie de pressão, de desconfiança e uso excessivo do manual de minha parte que me irrita muito. Isso leva o texto ao formato quadrado, árido, que tanto critico.
Com relação à produção, a matéria dos idosos foi meu primeiro atraso. Também foi uma de minhas pautas mais confusas. O problema começou na indefinição da própria pauta. Parti para um evento de idosos sem uma idéia fixa do que iria fazer. Percebi que o problema ia mudando conforme eu conversava com os idosos organizados, aliás uma categoria em franca ascensão. Visitei a Vila dos Idosos no domingo, numa confraternização entre os velhinhos moradores. Percebi lá vários conflitos latentes, frutos da falta de critério do governo municipal em classificar os contemplados com o programa. Muita gente lá está por outras contas que não a da idade e outros tantos estão por apadrinhamento político.
Claro está que os idosos organizados também têm suas preferências políticas. Ligados aos movimentos de moradia, dos Sem Teto, muitos deles apresentam um discurso próximo ao radicalismo. Radicalismo no entanto amenizado pela experiência da idade -- talvez por isso eles tenham conseguido a vila dos idosos.
Já a pauta do Peru foi mais tranqüila. A idéia surgiu quando vi o release do livro publicado no site www.casamerica.es. Consegui, com algumas ajudas, o e-mail do escritor e posteriormente seu telefone. Conversei com ele numa longa e, depois notei, pouco produtiva conversa. Alguns detalhes importantes para o decorrer da história, como breves anedotas e datas exatas deixaram o texto um tanto vazio e sem autoridade, ao meu ver. Faltou a mão na entrevista. Para não ficar sem desculpas prefiro deixar claro meu impressionamento com a primeira ligação estrangeira efetivada por meus próprios dedos. Um portunhol estabanado também contribuiu um tanto para o insucesso e a insegurança. Tendo em vista essas mea culpi (haha, inventando um plural aqui), até que o material não ficou tão ruim. Enfim, vamos em frente!
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário