
Piá é piá,
piá é pedra na água,
pé no chão,
barra da calça encharcada.
"Prepare as cavalas", e ele juntava as chatas, aquelas que eu chamava de corta vento, as melhores para pular na água.
"O máximo que a gente conseguiu foi 53 pulinhos", diz o outro. Fico imaginando a contagem, o desespero, números sussurrados se atropelando numa linha sobre a água. Cinqüenta e três é um bom número para o infinito.
Depois a outra modalidade. "Vamos jogar pra cima, pra ele ver". E catapultam as pedrinhas pro alto, por pouco mantendo o equilíbrio. Pontas do pés.Um olhar curioso para as pequenas fotinhos que se revelavam na câmera. "Isso não é uma câmera, é uma filmadora!" Dou tchau e eles continuam as brincadeiras.
Caminho longe e ainda escuto as risadas, as pedrinhas e as gotas d'água. As calças molhadas que não incomodam, a vitalidade de quem descobre a vida.
Faz um friozinho, um fim de tarde de bonança. A piazada continua, talvez, e tomara, até que o sol pare de brilhar.
5 comentários:
Lindas fotos meu caro amigo!
lindo
muito bom cara. Sintético, poético e original.
Relendo o texto eu viajei de novo contigo e os meninos... Abraço!
Olá Paulo,
Gostei das fotos.
Você tem alguma pretensão comercial com o blog? Estou iniciando alguns projetos, se tiver interessado me manda um email. [vinicius@compra3.com.br]
Abraço!
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