As lembranças me vêm em cheiros. O cheiro de mato molhado da chuva, que me remete à infância e à fazenda. O cheiro do estofado velho de casa de vó, uma distante rabanada nos fogões à lenha dos invernos passados.
Hoje os cheiros já não me comovem. Me irritam nariz e orelhas. Produzem quilos de secreções, tão nojentas quanto os excrementos que os originam. Os gatis e pombais, galerias pluviais e esgotos fechados e abertos. Isso sem contar a fuligem suspensa que nos move. Os carros que nos fazem fumar a cota diária de quem deve viver menos.
Os vapores daqui me cansam. É preciso sair em busca de outros ares.
Hoje os cheiros já não me comovem. Me irritam nariz e orelhas. Produzem quilos de secreções, tão nojentas quanto os excrementos que os originam. Os gatis e pombais, galerias pluviais e esgotos fechados e abertos. Isso sem contar a fuligem suspensa que nos move. Os carros que nos fazem fumar a cota diária de quem deve viver menos.
Os vapores daqui me cansam. É preciso sair em busca de outros ares.
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